Ação conjunta entre Polícia Civil e Frente da Alerj descobre esquema de extorsão que encarecia o preço do pão na comunidade do Pantanal
Uma operação integrada entre policiais civis da 60ª DP (Duque de Caxias), da 66ª DP (Piabetá) e a Frente Parlamentar de Retomada de Território da Alerj estourou, na manhã desta terça-feira (31), um depósito clandestino de farinha de trigo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O material pertencia ao traficante conhecido como Flamengo, liderança da facção Terceiro Comando Puro (TCP) na região.
Extorsão e impacto no bolso do consumidor
A investigação aponta que o criminoso, atualmente foragido da Justiça, obrigava comerciantes e padeiros da comunidade do Pantanal a comprar o insumo exclusivamente de seu depósito, por valores superfaturados. Na ação, foram apreendidos mais de 50 sacos de 25kg de farinha de trigo. O esquema gerava um efeito cascata na economia local, elevando diretamente o preço do pão para os moradores.
O deputado estadual Marcelo Dino (União), presidente da Frente Parlamentar e membro das comissões de Segurança Pública e do Consumidor na Alerj, destacou a importância da colaboração da população para desmantelar o monopólio criminoso:
"Precisamos de denúncias como esta, pois isso prejudica o trabalhador e o consumidor, que sofre com a consequente alta no pão", explicou o parlamentar.
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Rotas de fuga e expansão da investigação
Durante a incursão no imóvel, os agentes localizaram uma possível rota de fuga estratégica nos fundos do terreno. A Polícia Civil agora trabalha com a suspeita de que o bando do traficante Flamengo mantenha depósitos semelhantes em outros municípios da Baixada Fluminense.
Existem denúncias recentes de práticas de extorsão idênticas em Belford Roxo, onde o grupo também exerce influência. O caso foi registrado na 60ª DP, que seguirá com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema de "monopólio do trigo".



