O governo estuda ampliar a desoneração da folha de pagamento para outros setores, além dos que já foram contemplados pelo Plano Brasil Maior. "A desoneração será ampliada e ajustaremos as tarifas", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após encontro com empresários do setor industrial, no último dia 9. O ministro informou que está conversando com empresários, convidando novos setores a entrar e está discutindo qual alíquota substituirá o pagamento do INSS. Atualmente, em troca de 20% de pagamento sobre a folha, é cobrada alíquota de 1,5% sobre o faturamento das empresas do setores têxtil, calçados e tecnologia da informação.
Segundo Mantega, a nova tarifa "certamente será uma alíquota que beneficiará o setor produtivo". O ministro afirmou ainda que todos os setores da indústria poderão ser incluídos nesse plano, desde que manifestem interesse. A desoneração valerá para o longo prazo, disse Mantega, que nesta sexta-feira esteve reunido com representantes do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e cerca de 20 empresários, durante pouco menos de duas horas, em São Paulo.
PRUDÊNCIA - A nova medida do governo para proteger o real na guerra cambial “tem caráter prudencial", informou o Ministério da Fazenda. De acordo com nota do Ministério da Fazenda, divulgada no início da tarde, a medida reforça a decisão de “reduzir o fluxo de capital especulativo que entra no país para obter ganhos com a diferença entre os juros praticados nos países avançados e a taxa básica de juros brasileira".
A nota diz ainda que a ampliação do prazo reforça a decisão do governo, anunciada no dia 1º de março pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de restringir a entrada de capital estrangeiro para aplicações de curto prazo no país. De acordo com o decreto, a medida vale “nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de 12 de março de 2012, para ingresso de recursos no país, inclusive por meio de operações simultâneas, referentes a empréstimo externo sujeito a registro no Banco Central, contratado de forma direta ou mediante emissão de títulos no mercado internacional com prazo médio mínimo até 1,8 mil dias: 6%".


