A Prefeitura do Rio inaugurou na quarta-feira (6) a Transoeste, primeiro corredor expresso de Bus Rapid Transit (BRT) da cidade. Além do prefeito Eduardo Paes, participaram da solenidade o governador Sérgio Cabral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão. A Transoeste liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, numa extensão de 56 quilômetros. Segundo a Prefeitura, o percurso será feito de maneira ágil e confortável, reduzindo em uma hora, pelo menos, o tempo de viagem. Criado em Curitiba, o BRT consiste num sistema de transporte público com ônibus biarticulados que circulam em faixas segregadas e, portanto, em velocidade maior do que as linhas convencionais. A obra vai custar à prefeitura R$ 900 milhões. O projeto incluiu a construção de um túnel na Grota Funda, inaugurado na mesma data, com 1,1 mil metros de extensão em cada sentido, ligando o Recreio dos Bandeirantes a Pedra de Guaratiba.
Lula, Cabral, Paes e Pezão, além de outras autoridades e convidados, embarcaram em um ônibus na estação Magarça, em Guaratiba, e seguiram para o Centro Operacional da Transoeste, que fica na entrada do Túnel Vice-Presidente José de Alencar (Grota Funda) para a cerimônia. A inauguração do BRT é parcial. Até o dia 23, a implantação do serviço será de adaptação. Onze ônibus biarticulados, todos equipados com ar condicionado e televisores e com capacidade para transportar 140 passageiros, só vão percorrer nove estações (Pingo D´Água, Pontal, Recreio Shopping, Nova Barra, Gelson Fonseca, Pedra de Itaúna, Riomar, Novo Leblon e Alvorada), das 10h às 15h, portanto, fora dos horários de pico. A partir do dia 23, o sistema entra em operação em 31 estações e, a cada 15 dias, uma nova etapa será implantada até meados de agosto, quando a Transoeste chegará a Campo Grande e bairros próximos, completando um total de 64 estações.
A linha irá desafogar o trânsito na Zona Oeste da cidade. A prefeitura calcula que 120 mil pessoas serão beneficiadas por dia, quando o sistema estiver funcionamento plenamente. “As pessoas vão ter que se habituar ao novo modelo de transporte, que é completamente diferente do que elas estão acostumadas. Esta obra significa o fim deste apartheid entre as pessoas que moram de um lado e de outro do maciço da Pedra Branca. O BRT vai permitir que as pessoas mais humildes da cidade possam viajar num ônibus mais confortável e gastando um tempo muito menor", afirmou Paes.


