Com a cidade em pleno crescimento econômico, muitos empresários têm apostado em Queimados como futuro promissor para indústrias de grande porte. Na noite da última sexta-feira (10), durante evento político, o prefeito Max Lemos, falou sobre a construção de uma fábrica de refratários no Distrito Industrial da cidade, da empresa RHI AG, avaliada em 112 milhões de euros, o equivalente a R$ 260 milhões. As obras já começaram e ficarão prontas em dois anos. A fábrica, que ocupará uma área de um milhão de metros quadrados, comprometeu-se a ceder 400.000 m² para a formação de uma área de proteção ambiental.
- A fábrica vai render muito para a cidade, gerando mais de 700 empregos somente durante a sua implantação. Isso representa não apenas crescimento, mas o futuro melhor para a população. É um dos investimentos que fazem parte do projeto de transformação de Queimados - disse o prefeito. Segundo a Prefeitura, Queimados foi escolhida para se tornar uma central de operações da empresa no continente, por ter amplas vantagens logísticas. O Distrito Industrial do município, que já possui 32 empresas e tem atraído cada vez mais investimentos, fica ao lado do Rodovia Presidente Dutra e a cinco quilômetros do futuro Arco Metropolitano, estrada que ligará o Porto de Itaguaí a Itaboraí.
Os refratários da RHI irão atender a unidades operativas que trabalham com altas temperaturas, que precisam resistir a temperaturas de mais de 1200°C, como altos-fornos, fornos de reaquecimento, fornos para produção de cimento, aciarias, metais não ferrosos e vidro. Segundo a empresa, ela será capaz de fabricar 60.000 toneladas de matéria por ano. O prefeito acrescentou que os contratos da fábrica são sempre acima de 200 milhões de dólares: “A empresa já responde por 15% do mercado brasileiro de siderurgia, e possui grandes clientes como CSN, Gerdau, ArcelorMittal, Usiminas, Votorantim, entre outras". Ele explicou que o projeto visa a construção de duas fábricas no local: "Na verdade, essa é primeira fábrica que eles irão fazer aqui. A tendência é que tenham uma segunda, aí quando as duas estiverem prontas será o maior complexo fabril refratário do mundo", salientou Lemos.


