O deputado federal Carlos Alberto Lopes (PMN), conseguiu R$ R$ 2 milhões para Duque de Caxias, através do Orçamento Impositivo, sancionado pela presidenta da República, Dilma Rousseff em dezembro último. O Orçamento Impositivo assegura que as emendas parlamentares serão pagas. Segundo o parlamentar, que falou ao Capital, as emendas devem ser liberadas ainda neste trimestre. “Todos os deputados estão no aguardo das liberações de suas emendas por parte dos respectivos ministérios, que lhes foram encaminhadas pela Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República", afirmou o deputado. Carlos Alberto Lopes explicou que os recursos serão utilizados na área da educação, inclusive para a aquisição de tablets para os estudantes. Os projetos, segundo ele, são elaborados pela prefeitura e encaminhados ao Sistema de Convênios (Siconv), do governo federal. O parlamentar destinou ainda R$ 1 milhão, respectivamente, para os municípios de Belford Roxo e Magé.
Carlos Alberto Lopes, juntamente com o secretário Estadual de Governo, Wilson Carlos, formulou o programa que instituiu a Operação Lei Seca - Nunca Dirija Depois de Beber, adotado pelo governo do Estado a partir de 2009. Ele é autor do livro “Salvando Vidas - Drama e esperança nas ruas do Rio de Janeiro", lançado em 2012. “O livro é um passo a passo para entender e respeitar a Operação Lei Seca, que já salvou mais de seis mil vidas em três anos", explicou o parlamentar. “O objetivo desse trabalho é conscientizar a população, uma vez que pelo menos 62 mil pessoas morrem por ano no Brasil vítima de acidente de trânsito. O custo anual com despesas médicas, judiciais, de seguro e previdenciária é de R$ 40 bilhões. Este é o livro da minha vida", diz o deputado, que foi coordenador geral da Operação Lei Seca e chefe de Gabinete da Secretaria Estadual de Governo. A obra tem 300 páginas, com 40 capítulos, abordando o programa, mostrando dados e resultados de uma das ações mais importantes do Governo do Estado. “É preciso que se diga que a Operação Lei Seca não é contra a bebida e sim a favor da vida. Quem desejar beber que o faça, mas depois de beber não dirijam; não se matem ou a seus semelhantes", assinalou. O deputado apresentou em setembro o Projeto de Lei nº 6.520, que institui o Programa Nacional de Redução de Acidentes de Trânsito (PRONARAT), que, depois de aprovado, beneficiará os 5.565 municípios brasileiros.
- A origem da política pública Operação Lei Seca deu-se a partir do momento em que a Lei Seca [Lei Federal nº 11.705/2008], após quatro meses de funcionamento, não apresentava os resultados esperados, porque, como sabemos, se as leis não forem seguidas por políticas públicas, tornam-se letras mortas. É aquilo que costumamos dizemos: "a lei não pegou". Lembramos que o Brasil tem em torno de 180 mil leis, segundo a Casa Civil da Presidência da República. Quantas não “pegam"? A maioria, justamente porque não são seguidas de políticas públicas - explicou o deputado, que já atuou em várias comissões na Câmara dos Deputados. Segundo ele, nesses cinco anos de atividade, a Operação Lei Seca já salvou mais de 20 mil vidas e hoje está em 19 estados e dez países de língua portuguesa.
Carlos Alberto Lopes encerra a entrevista com uma mensagem. “Os cidadãos não vivem na União e sim nos municípios. O governo federal é mau gestor. Temos que deixar os prefeitos gerir os seus recursos, pois são eles que sabem as reais necessidades de sua população. São eles que recebem as pessoas todos os dias e sabem de suas aflições. Estarei sempre à disposição deles".


