Os principais projetos, desafios e oportunidades da indústria naval fluminense serão debatidos durante o III Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro que acontecerá na próxima sexta-feira (6), das 9 às 13 horas, na Firjan, no centro do Rio. O evento é promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento e terá a participação das principais lideranças do setor, que tem investimento crescente no Estado. “O Rio de Janeiro tem vocação natural para a indústria naval. Com mais de 15 estaleiros e outros sendo construídos, ampliados e modernizados, o Rio se consolida cada vez mais como o berço da indústria naval brasileira", afirmou o secretário Julio Bueno. Bueno integrará o primeiro painel, “As políticas públicas impulsionando o setor", que também terá a participação do presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval, Ariovaldo Rocha, e representantes do BNDES e do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O evento contará ainda com outros dois painéis que vão abordar temas sobre os trabalhadores e novos empreendimentos do setor.
O III Balanço do Setor Naval é realizado em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin), os jornais O Dia e Brasil Econômico, o Sinaval, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a Companhia Docas do Rio e o Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo.
INVESTIMENTOS - Levantamento feito pela Secretaria aponta que os investimentos em andamento no setor no Estado beiram cerca de R$ 10 bilhões. A indústria naval fluminense tem 40 mil dos 66 mil empregados desse setor no País, com tradição em grandes empreendimentos navais e offshore e na cadeia de produção com pequenos, médios e grandes estaleiros. “O Estado conta com mão de obra qualificada, proximidade com fornecedores de matéria-prima e com o mercado consumidor, além de possuir o maior parque de tecnologia offshore do mundo", ressaltou o secretário.
A Secretaria oferece uma série de incentivos para o setor, como apoio na instalação, expansão e modernização dos estaleiros, adensamento da cadeia de fornecedores, exoneração do ICMS para a cadeia produtiva e para o aço importado, apoio na obtenção de licenças ambientais, orientação sobre melhor área para instalação do negócio, articulação para capacitação da mão de obra.


