Candidata à reeleição, a presidenta Dilma Rousseff (PT) defendeu sexta-feira (19), na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias, a manutenção dos contratos em vigor no estado na questão dos royalties do petróleo. “Quando eu falo do Rio de Janeiro não posso esquecer dos royalties do petróleo. Não posso me esquecer da riqueza do pré-sal. Por que não posso esquecer? Porque os royalties do petróleo são devidos ao Rio porque assim nós repetimos há anos. Quando alguém quer mudar, não pode mudar para trás. Se quiser mudar, muda para frente, mas para trás não pode mudar".
Dilma chegou à Praça do Pacificador faltando poucos minutos para as 18h. Cumprimentou eleitores que a aguardavam nas proximidades e segurou uma criança no colo. Ela foi recebida pelo prefeito Alexandre Cardoso (sem partido), um dos coordenadores da campanha da presidente no Rio e que apoia a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).A presidenta afirmou que “tem gente dizendo que não é estratégico para o país explorar o pré-sal". Ela enumerou as realizações do governo relacionadas à indústria naval e a projetos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. “Em 2003, eu estive aqui no Rio visitando restos de estaleiros. Aí você olhava para o chão e era um estaleiro sucateado. Porque acabaram com a indústria naval no Estado. Aqui tinha sido a segunda maior indústria naval do mundo. Então, só tinha grama [no estaleiro visitado em 2003]. Vocês sabem que, em lugar que passa gente, não tem grama. Tinham só três mil empregos. Hoje, essa indústria ressuscitou. Hoje, nós vamos ter 100 mil empregos no ano que vem.
Dilma fez muitos elogios a Crivella e se dirigiu a ele como “companheiro de fé" e que o conhece desde o tempo em que Lula era presidente. Segundo ela, o senador “esteve ao seu lado durante todas as lutas pelo Rio de Janeiro". Crivella, por sua vez, lembrou da Petrobras ao falar sobre a possibilidade da instalação de indústrias de navipeças no estado. Em outro momento, sem dizer o nome da estatal, o candidato voltou a defender Dilma sobre as suspeitas de casos de corrupção na empresa, como já fizera na sabatina realizada pelo GLOBO nesta quinta-feira. Segundo ele, a presidente se tratava de um câncer na época e não sabia das supostas irregularidades.
Dilma chegou à Praça do Pacificador às 17h50m, quase uma hora depois do previsto. A presidente cumprimentou eleitores que a aguardavam nas cercanias da praça e segurou uma criança no colo. Dilma foi recebida pelo prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (sem partido), um dos coordenadores da campanha da presidente no Rio. Ele, que apoia a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), não subiu no palanque com a petista.


