O site do Ministério Público Federal publicou matéria de autoria de Priscilla Souza, com o título “Extra: Parlamentares presos, mas ainda poderosos", denunciando que, embora presos, os vereadores de Duque de Caxias, Sebastião Ferreira da Silva (PTB) e Jonas Gonçalves da Silva (PPS), mantém centros sociais em funcionamento. E mais: que Jonas continua recebendo salário da Polícia Militar.
- Apesar de estar detido no presídio federal de Campo Grande (MS), Chiquinho, de 51 anos, mantém a Associação de Pais e Amigos do Parque Fluminense, na Estrada do China, onde são oferecidos serviços médicos, odontológicos e cursos. O centro chama a atenção pela sua grandiosidade. E vive cheio - diz a reportagem, que acrescenta: “Na última eleição municipal, Chiquinho expandiu seu poderio, ao ajudar a eleger o novato Jonas. O PM reformado também está preso em Campo Grande. Para garantir cadeira na Câmara, Jonas não poupou esforços: segundo denúncias, ele “pagou R$ 30 aos moradores que, em troca, prometeram lhe destinar seus votos". A matéria trás ainda declaração do deputado Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias. “Todo chefe de milícia é dono de centro social. Isso é característica das máfias. Mesmo presos, eles mantêm o controle político e econômico na região. Isso é um absurdo", criticou o deputado.
Segundo o advogado Mario Cesar Machado Monteiro, o centro social de Chiquinho Grandão é mantido por seus parentes. Já o advogado do vereador, Luiz Carlos da Silva Neto, disse desconhecer o centro social de seu cliente.
PRISÃO GANHOU O NOTICIÁRIO DO PAÍS
A prisão dos dois vereadores de Duque de Caxias, em 21 de dezembro, pela Polícia Civil, teve repercussão nacional. Na época, vinte pessoas foram presas na ação batizada de "Capa Preta". O vereador Jonas Gonçalves da Silva, o 'Jonas é Nós', PM reformado, foi detido em sua residência, no bairro Gramacho. Já Sebastião Ferreira da Silva, o "Chiquinho Grandão", também foi preso em sua residência, no bairro 25 de Agosto. Os dois, segundo a polícia, seriam os chefes da milícia, considerada a mais antiga da região e que atuava em oito bairros do município. A dupla é acusada também de negociar armas para bandidos do Complexo do Alemão. A Polícia Civil acredita que Jonas e Sebastião seriam os chefes da milícia em Caxias, coordenando grupos de tortura e extermínio, centrais clandestinas de TV a cabo e Internet e controle do transporte de vans na região, entre outros crimes. De acordo com o delegado Cláudio Ferraz, responsável pela operação, participaram da ação agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).


