Com o avanço nas ações para erradicar os lixões e implantar aterros sanitários em todo o território fluminense, o Governo do Estado quer incentivar programas que convertam lixo em energia. O pontapé inicial foi dado pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ao fixarem, como condicionante no processo de licenciamento ambiental para o aterro sanitário de Seropédica, a conversão de 10% dos resíduos sólidos em energia, em até cinco anos.
Segundo a presidente do Inea, Marilene Ramos, em palestra no segundo dia do seminário Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, promovido quinta-feira (27) no auditório do Ministério Público Estadual, no Centro do Rio, a concessionária responsável pelo empreendimento está fazendo uma parceria com a empresa de energia elétrica Light para a construção da usina. “Para o licenciamento ambiental do aterro sanitário de São Gonçalo, nós adotamos critério similar como condicionante. Acabar com os lixões e instalar aterros sanitários significa passar do século XIX para o século XX, e transformar lixo em energia significa entrar para o século XXI", disse.


