O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou aplicação de multa no valor de R$ 50 milhões à petrolífera Chevron pelo vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A empresa recebeu outra multa, desta vez da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no valor de R$ 100 milhões. ]O secretário de Ambiente do Estado, Carlos Minc, vai sugerir que metade do valor da primeira multa, seja investida em parques costeiros do estado. Minc determinou que seja feita uma auditoria de padrão internacional na Chevron e na Transocean, que opera o poço, e também decidiu ingressar com uma ação civil pública em valor que pode chegar a R$ 100 milhões, por danos aos bens difusos, à biodiversidade marinha e ao ecossistema costeiro.
Também na segunda-feira, o presidente da subsidiária brasileira da petrolífera Chevron, George Buck, calculou que o vazamento total de petróleo no Campo de Frade chegue a 381,6 mil litros. O acidente ambiental foi detectado no último dia 8, quando funcionários da Petrobras avisaram à Chevron sobre uma mancha de óleo na água. Buck reconheceu a responsabilidade da empresa pelo vazamento e garantiu que o óleo será retirado da superfície. Ele isentou de qualquer culpa, pelo acidente, os funcionários e equipamentos da empresa Transocean, responsável pela perfuração do poço. A empresa é a mesma envolvida no desastre do Golfo do México, em 2010, quando operava para a British Petroleum (BP).


