PF prende ex-presidente do BRB em nova fase da Operação Compliance Zero
- abr 18, 2026
Paulo Henrique Costa é suspeito de facilitar negócios sem lastro com o Banco Master; mandados foram expedidos pelo STF e cumpridos no DF e em São Paulo
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (16/04), a 4ª fase da Operação Compliance Zero, resultando na prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A investigação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros que teria comprometido a governança da instituição pública em benefício de interesses privados.
O Eixo da Investigação: BRB e Banco Master
O centro do inquérito reside na relação entre o BRB e o Banco Master. Paulo Henrique Costa é suspeito de descumprir normas rígidas de governança para facilitar transações financeiras sem lastro real entre as instituições.
- O Negócio Barrado: Em setembro de 2025, o Banco Central já havia rejeitado a compra do Banco Master pelo BRB, alegando modelos de captação arriscados e ativos de qualidade questionável.
- Lavagem de Dinheiro: Além de Costa, o advogado Daniel Monteiro foi preso, apontado como o administrador de fundos estruturados especificamente para ocultar a rastreabilidade de recursos ilícitos.
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Histórico da Operação Compliance Zero
A operação vem desmantelando a cúpula envolvida no caso desde o ano passado:
- Fase 1 (Nov/2025): Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo por ordem judicial e, posteriormente, demitido do banco.
- Fase 3 (Mar/2026): Prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
- Fase 4 (Atual): Cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Brasília e São Paulo, sob ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).
Posicionamento Oficial
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou-se por meio de nota oficial, afirmando que o governo local colabora integralmente com as autoridades. Segundo a nota, os fatos estão sob análise do Judiciário, a quem cabe a apuração e o julgamento dos envolvidos.
O BRB, sob nova gestão desde o final de 2025, tem buscado reforçar seus mecanismos internos de controle para recuperar a confiança do mercado após os sucessivos escândalos envolvendo sua antiga diretoria. (com informações da Agência Brasil)
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