Maricá abre a 11ª FLIM com homenagem a Marilena Chauí e encontros de Aline Midlej e Bárbara Carine
- out 31, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Subtítulo Primeiro dia do evento na Orla do Parque Nanci movimentou 15 mil livros vendidos, trouxe debates sobre leituras negras e ofereceu programação gratuita que segue até 8 de novembro.
A Prefeitura de Maricá abriu oficialmente, nesta sexta-feira (30/10), a 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), na Orla do Parque Nanci, com uma homenagem à filósofa, escritora e professora Marilena Chauí. A programação de abertura começou no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar com uma palestra remota da homenageada, seguida pelo ato oficial. O evento conta com entrada gratuita e segue com atrações até o dia 8 de novembro.
Professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí tem uma trajetória destacada e dedicada à filosofia e à educação, com obras focadas em temas como democracia, cultura, liberdade, conhecimento e cidadania. Durante a sua participação virtual, a filósofa expressou gratidão pelo reconhecimento: “Obrigada por me darem essa alegria, diante disso que eu chamo ‘o esplendor do livro’”, declarou.
Foto: Elsson Campos/Maricá | ![]() Foto: Elsson Campos/Maricá |
O incentivo à leitura como ferramenta transformadora foi ressaltado pelas autoridades presentes durante a solenidade. “Temos que levar a leitura para as nossas crianças e para o nosso povo, incentivar o hábito de escrever e fazer com que nossa cabeça ganhe o mundo através da leitura. A FLIM e o Maricá Games precisam ser a culminância desse trabalho ao longo do ano, um espaço para que crianças, jovens e idosos apresentem seus livros, suas poesias e suas histórias”, afirmou o prefeito de Maricá, Washington Quaquá.
Já o secretário de Educação, professor Rodrigo Moura, reforçou a ampliação do investimento público no acesso aos livros e à cultura. “Queremos que todos tenham acesso ao livro e à leitura. A liberdade é algo muito caro para nós”, disse o secretário, destacando a ampliação do valor do vale-livro para R$ 300 nesta edição.
Integração lusófona e recorde inicial nas vendas de livros
A edição deste ano traz o projeto “Língua ao Mar — A arte que fala português”, iniciativa que promove o intercâmbio entre produções culturais do Brasil e de outros países de língua portuguesa, reunindo literatura, poesia, música e audiovisual.
“É muito especial trazer o nosso projeto Língua ao Mar para esta edição da FLIM. A MARÉ desenvolve essa iniciativa desde o ano passado, com a proposta de valorizar a arte que fala português. Temos um olhar atento para os povos que compartilham a nossa língua, especialmente os dos países africanos”, ressaltou o presidente da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ), Antônio Grassi.
A resposta do público no primeiro dia já refletiu grande movimentação econômica e literária. Segundo o balanço parcial divulgado pela presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, 15 mil livros foram vendidos logo no início do evento. A instituição é a responsável pela operacionalização do FlimCard na edição de 2026.
“Já chegamos à marca de 15 mil títulos vendidos. Essas vendas representam em torno de 600 mil mumbucas em circulação desde o início da manhã”, explicou Manuella. O FlimCard garante um crédito de R$ 300 para a compra de livros durante a festa a estudantes e profissionais da educação contemplados, incentivando a escolha autônoma de títulos.
![]() Foto: Elsson Campos/Maricá | Foto: Elsson Campos/Maricá |
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Leituras negras, diversidade e programação infantil
Antes do ato oficial de abertura, a jornalista Aline Midlej e a professora Bárbara Carine participaram da mesa “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”, mediada por Rodrigo Moura no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar. A roda de conversa abordou a relação entre literatura, empatia e a ressignificação das palavras no cotidiano.
“Uma mesma palavra pode ter um significado muito diferente para cada um de nós. O livro nos dá a oportunidade de revisitar essa palavra e de ter tempo para compreendê-la de outra forma. Quando lemos sobre a dor, seja numa ficção ou num livro de reportagem, como essa dor chega até nós? Como essa experiência nos ajuda a compreender a dor do outro? A cada leitura, as palavras ganham novos significados para o leitor”, destacou Bárbara Carine.
Aline Midlej também frisou a relevância de criar espaços plurais na literatura e no jornalismo. “Como é que a gente constrói espaços onde possam caber todas as assinaturas possíveis? As palavras estão aí como instrumento para a gente se reumanizar como país”, refletiu a jornalista.
As famílias e o público infantil contaram com atrações dedicadas no espaço FLIMzinha, que ofereceu pintura facial, teatro infantil e apresentação das Guerreiras do K-pop. Na Arena do Estudante, a atração foi o espetáculo Muriquinho Pequenino.
A estrutura completa da FLIM 2026 dispõe de Feira do Livro, espaço para escritores locais, FLIMzinha, Arena do Estudante, Rádio FLIM e Papo FLIM/Língua ao Mar, além de abrigar a programação do Maricá Games e o Congresso da União Maricaense dos Estudantes (UMES). O evento é realizado pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da MARÉ.
Serviço — FLIM 2026
- Período: De 30 de outubro a 8 de novembro
- Local: Orla do Parque Nanci, Maricá
- Entrada: Gratuita
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