A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que vai decidir nos próximos dias se aprova ou não a compra da Amil pela americana UnitedHealth. A agência informou que recebeu o pedido de autorização para a alteração do controle societário das operadoras de planos de saúde Amil Assistência Médica Internacional S/A, Amil Planos por Administração Ltda, Amico Saúde Ltda, Excelsior Med S/A e ASL-Assistência à Saúde Ltda, as quais são controladas direta ou indiretamente pela Amil Participações S/A. A United Health irá desembolsar cerca de R$ 6,5 bilhões por 85,5% do capital da controladora e 58,9% do capital da Amil. O negócio também precisa ser aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As conversas duraram três anos. O anúncio foi feito pelo fundador e principal executivo da Amil, Edson Bueno, que ficará com 10% das ações remanescentes da empresa pelos próximos cinco anos. Em contrapartida, terá de investir US$ 470 milhões em ações da americana. Ainda pelo acordo, Bueno permanecerá no comando da Amil e terá assento em uma das dez cadeiras do Conselho de Administração da UnitedHealth, a maior empresa de planos de saúde do mercado americano, com faturamento de US$ 102 bilhões em 2011. Além dos Estados Unidos, o grupo está em 17 países - 18 agora com o Brasil - e tem mais de 70 milhões de clientes, contra pouco mais de cinco milhões da Amil. Para os clientes da Amil, que são 9% dos usuários de planos de saúde do país, o negócio não deve acarretar mudanças imediatas, garantiu Bueno. Os atuais planos continuam a valer.
Edson de Godoy Bueno, de 69 anos, nascei em Guarantã, no interior paulista. Formou-se em medicina pela UFRJ aos 28 anos e veio trabalhar na Sociedade Médica Imaculada Conceição (Somicol), em Duque de Caxias, que mais tarde, com dificuldades financeiras, foi parar em suas mãos e transformada na casa de saúde Mário Lioni, dando origem a Amil. Ela acabou comprando concorrentes como Medial e Amico, além de das carteiras de clientes de grandes seguradoras, como Blue Life e Porto Seguro. A Amil é hoje a maior operadora de planos de saúde do país, e a segunda de assistência odontológica. Bueno ficou este ano na 22ª posição no ranking dos brasileiros mais ricos da revista “Forbes", com uma fortuna de US$ 2,2 bilhões.


