No Rio de Janeiro, os passageiros engrossam o coro ao dizer que comer em aeroporto é caro. A bióloga Cláudia Regina Gonçalves, que viaja uma ou duas vezes por ano, diz que acaba comprando algum lanche para “tapear o estômago", mas reclama do preço salgado. “Eles devem achar que quem viaja de avião tem um poder aquisitivo maior, por isso que cobram mais." Para o auditor fiscal da Receita Federal, Sandro de Araújo Gonçalves, os preços praticados nos terminais são abusivos. “O alimento no Brasil servido nos aeroportos é caríssimo. Você vê que um quilo de alimento sem qualidade está saindo a R$ 40. Muitas vezes em um restaurante no litoral, o preço é até 40% mais barato".
Dono de academia, Ronaldo Viegas, concorda que os valores cobrados são acima do praticado fora dos terminais. “Você paga R$ 4, R$ 5 por um cafezinho, que custa R$ 2 fora do aeroporto". Em uma pesquisa de preços feita pela Agência Brasil no aeroporto do Galeão, uma porção com 12 mini pães de queijo sai por R$ 8,70, misto quente a R$ 5,90, suco de laranja a R$ 6,90 e café expresso a R$ 4.
A comida de aeroporto é considerada cara até pelos funcionários dos terminais aéreos, que têm direito a desconto nas lojas e restaurantes. "Mesmo para nós, o preço é caríssimo. Eu pago R$ 3,50 numa xícara de chocolate quente. A gente recebe R$ 300 de vale-refeição para o mês, mas vai pagar no mínimo R$ 17 por cada refeição. Eu trago minha 'marmitinha'", comenta João Cláudio da Silva, aeroviário do aeroporto da capital federal.


