A Comissão de Transportes da Câmara de Duque de Caxias, juntamente com a Comissão de Obras e Serviços Públicos, realizou fiscalização na última quinta-feira (11) em Duque de Caxias, para apurar irregularidades no transporte público. Os membros da Comissão, que estavam acompanhados de técnicos e equipes da Polícia Militar, constataram inúmeras ilegalidades, como má conservação, documentação vencida, falta de cinto de segurança para motoristas e passageiros, elevadores para portadores de deficiência física quebrados, tacógrafos com defeito, atraso de horários e pneus carecas, entre muitas outras. A blitz teve início no Terminal Rodoviário da Avenida Dr. Plínio Casado e estendeu-se ao bairro Dr. Laureano, ponto final da linha 21 de Abril. A operação, segundo balanço entregue ao Capital, resultou na aplicação de 13 multas e apreensão de cinco coletivos, das empresas Trel, União e Vera Cruz.
- É um total desrespeito com a população, em especial aos portadores de deficiência física e gestante - disse ao Capital o vereador Maurício Guimarães Nascimento, durante a inspeção feita no Terminal Rodoviário da Avenida Dr. Plínio Casado, no centro do município. O parlamentar, que preside a Comissão, ressaltou a importância da iniciativa. “Estamos, acima de tudo, promovendo o resgate da autonomia do Legislativo. A cidade está vivendo novos tempos, isso é real, como vocês podem constatar - salientou Maurício, ao lado do vice-presidente da Comissão, Marcos Tavares, e do presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos, Claudio Thomaz. Segundo os vereadores, as fiscalizações, a partir de agora, serão frequentes. Usuários que desejarem fazer reclamações podem ligar para o telefone 2784-6900 ramal 6921, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
DESRESPEITO - No Terminal da Avenida Dr. Plinio Casado, os vereadores ficaram surpresos com a falta de condições do local. Segundo passageiros que o utilizam diariamente, a situação é insuportável, com acúmulo de lixo e ferrugem que comprometem as estruturas da rodoviária, além do uso de bancos e outros espaços como local de repouso para moradores de rua. “Quando chove, temos que usar guarda-chuvas aqui dentro, pois tem muitas goteiras", disse Mônica Rocha, que reclamou também da sujeira, da falta de conservação e atraso nos horários dos coletivos, bem como da conduta de alguns motoristas, que “tratam os passageiros com grosseria".
Os vereadores constataram também que no banheiro público do local, utilizado por passageiros e motoristas, é cobrado R$ 1 para sua utilização. Embora prédio seja um espaço público, sob responsabilidade do município, a exploração do banheiro é feita pelo Sindicato dos Rodoviários de Duque de Caxias e seus funcionários não são devidamente regularizados, descumprindo as leis trabalhistas. Usuários do local disseram aos jornalistas que o responsável pelo banheiro é conhecido como José Carlos, que não se encontrava no local no momento da blitz dos vereadores. Ainda segundo eles, o mesmo é responsável também pelo Terminal Prefeito José Carlos Lacerda. Nos dois locais, os fiscais constataram alto índice de insalubridade, mau cheiro e falta de manutenção. “É um absurdo termos que pagar para usarmos isso aqui nessas condições", reclamou o aposentado Pedro Constantino, de 67 anos, morador do Lote XV.
Ao término da operação, o presidente da Comissão de Transportes fez questão de ressaltar à reportagem do Capital que apenas duas empresas passaram ilesas pelo “pente fino" da força tarefa: a Santo Antonio e a Fábios.


