Passados cinco anos da crise financeira mundial, deflagrada em setembro de 2008, o cenário da economia internacional continua complexo, embora com “uma pequena luz no fim do túnel" em relação à recuperação da atividade norte-americana, embora em um ritmo ainda incerto, disse o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em almoço com banqueiros, em São Paulo, no último dia 5. Ele falou para dirigentes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) que, em virtude das incertezas que ainda pairam na cena internacional, o BC continuará vigilante em 2014, com alguns ajustes na oferta de proteção cambial no mercado futuro. Anúncio suficiente para a cotação do dólar inverter a tendência de alta dos últimos dias e fechar o pregão desta quinta-feira com queda de 1,24%, cotado a R$ 2,359 na venda.
Tombini ressaltou que as incertezas quanto ao processo de recuperação econômica são responsáveis pelas fortes oscilações, que os economistas chamam de volatilidade. Ele destacou, no entanto, que “o Brasil está preparado para atravessar esse período", e o BC tem adotado as providências necessárias para o bom funcionamento do sistema financeiro nacional e do mercado doméstico como um todo.
Apesar da redução de 0,5% na atividade econômica do país no terceiro trimestre do ano, comparado ao período abril-junho, ele citou que o crescimento está se materializando de forma gradativa. Baseado, segundo ele, na baixa taxa de desemprego, no crescimento (embora moderado) do crédito e na redução da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias. Fatores que, no seu entender, apontam para uma “consolidação do crescimento" nos próximos trimestres. (Agência Brasil)
Copom mantém projeção de recuo do preço da eletricidade
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a projeção de recuo de cerca de 16% na tarifa residencial de eletricidade. Essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas pelo governo e os reajustes e revisões tarifárias programados para este ano. A informação consta da ata da última reunião do comitê, realizada nos dias 26 e 27 de novembro, divulgada no último dia 5. O Copom também manteve a projeção de aumento de 2,5% no preço do botijão de gás e redução de 1% na tarifa de telefonia fixa para o acumulado de 2013.
Também não houve alteração na estimativa de reajuste do preço da gasolina para o consumidor em 5% no acumulado do ano. A reunião do Copom foi realizada antes do último anúncio de aumento da gasolina. No último dia 29, o a Petrobras anunciou reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel para as refinarias. Segundo fato relevante divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o reajuste da gasolina ficou em 4% e do óleo diesel, em 8%.
Neste ano, também houve reajuste da gasolina no dia 30 de janeiro, um aumento de 6,6%. Já o diesel subiu 5,4% e mais 5% no dia 6 de março. Um dia depois do reajuste da gasolina para as refinarias, alguns postos de Brasília, por exemplo, já aumentaram o valor dos combustíveis para os consumidores. A ata do Copom informa ainda que a projeção para o conjunto de preços administrados por contrato ou monitorados, neste ano, caiu para 1,2%, com recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao previsto em outubro. Para 2014, foi mantida a projeção de 4,5%. (Agência Brasil)


