A presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer foram diplomados quinta-feira (18) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exercer mais um mandato de quatro anos. Nas eleições de outubro, candidata do PT à reeleição, Dilma foi eleita com 51,64% dos votos válidos pela coligação Com a Força do Povo. Com a entrega do documento, Dilma e Temer estão aptos para tomar posse. A cerimônia de investidura de Dilma Rousseff, reeleita em outubro para um novo mandato de quatro anos, está marcada para 1º de janeiro. A cerimônia de diplomação ocorreu no plenário do TSE.
A cerimônia de diplomação é um ato formal, no qual a Justiça Eleitoral reconhece a eleição dos candidatos para que eles possam ser empossados no cargo. O presidente da República e o vice-presidente são diplomados pelo TSE. Os governadores, deputados federais e estaduais são diplomados pelos tribunais regionais eleitorais. Participaram da solenidade os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), além de outras autoridades do Judiciário. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney também estiveram presentes.
Dilma Rousseff discursou logo após receber o diploma. A presidenta saiu mais uma vez em defesa da Petrobras, conclamando a população a firmar um pacto contra a corrupção e afirmando que o crescimento do país vai se acelerar “mais rápido do que alguns imaginam". Em discurso na cerimônia de diplomação, ela disse também que cabe aos eleitos governarem bem e, ao segundo colocado, exercer o papel de oposição da melhor maneira possível. “Como eleição democrática não é uma guerra, não produz vencidos", declarou.
Os casos de corrupção da Petrobras foram explicitamente citados pela presidenta em meio à linha de raciocínio de que “alguns funcionários" foram atingidos no processo, mas é preciso “continuar acreditando na mais brasileira das nossas empresas". O argumento usado foi o de que é preciso “punir pessoas, não destruir empresas". “Estamos enfrentando com destemor, e vamos transformar [o caso] em energia transformadora", defendeu. Essa luta contra os malfeitos foi exemplificada por Dilma com expressões para “apurar com rigor tudo de errado", “criar mecanismos que evitem fatos como esse" e “saber apurar, punir". “Não podemos fechar os olhos a uma verdade indiscutível. Chegou a hora de o Brasil dar um basta à corrupção", declarou, para complementar que um “grande pacto nacional contra a corrupção", envolvendo todas as esferas da sociedade, “vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa".
- Estamos aqui cumprindo o desejo da maioria do povo brasileiro. O povo, na sua sabedoria, escolhe quem ele quer que governe e quem ele quer que seja oposição. Simples assim - disse a presidenta ao iniciar o seu discurso, antes de dizer que saber vencer é fazer com que todos tenham oportunidades iguais para construir um futuro melhor. Após a fala de Dilma, Dias Toffoli declarou que as eleições são “página virada" e “que os especuladores que se calem". “Não há espaço para terceiro turno que possa vir a caçar voto desses 54.501.118 eleitores", frisou. No dia da cerimônia de diplomação, o PSDB protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido para cassar o registro de candidatura da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, e determinar que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ficou em segundo lugar nas eleições, assuma a Presidência da República. O partido alegou que Dilma cometeu irregularidades como uso da máquina administrativa e abuso econômico, e não poderia assumir o mandato. (Agência Brasil, com Agência Lusa)


