De acordo com a agência, a proposta orçamentária com déficit “reflete desacordo sobre a composição e magnitude das medidas necessárias para reparação da derrapagem das finanças públicas". A nota também cita o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta Dilma Rousseff, afirmando que a coesão entre Levy e o gabinete da Presidência da República diminuiu. São as seguintes as instituições financeiras rebaixadas pela Standard & Poor's: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Banco do Nordeste do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Social S.A (BNDES), Bradesco, Banco do Brasil, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco Holding, Itaú Unibanco, Pan, Safra S.A. e Santander (Brasil).
A Standard & Poor's (S&P), segundo informa a BBC Brasil, foi ré em um processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a agência de ter mascarado o grau de risco de investimentos nos chamados papéis subprime, os vilões da crise financeira desencadeada em 2008. Segundo as acusações, a empresa teria propositalmente ocultado chances de prejuízos. Em um acordo extrajudicial anunciado em 3 de fevereiro, a S&P concordou em pagar ao Tesouro americano o equivalente a quase US$ 1,4 bilhão (R$ 5,4 bilhões na cotação atual). O episódio reacendeu o debate sobre a credibilidade das agências de classificação de risco e os possíveis conflitos de interesse envolvendo suas atividades.


