A liminar que suspendeu as eleições suplementares no município de Magé, requerida pelo presidente interino da Câmara, Leonardo da Vila (PP), poderá ser cassada a qualquer momento. Esta é a expectativa de alguns vereadores ouvidos pelo Capital. “As eleições foram determinadas pelo TRE e assim temos a obrigação de lutar para que essa decisão prevaleça" disse Amsterdam Santos Viana, do PMDB. “Quem vive na cidade sabe que a eleição é desejo da população. Não podemos aceitar sua suspensão, ainda mais que ela, sob nossa ótica, não tem amparo legal", questionou Amsterdam, que é membro da Comissão de Justiça e Redação. Ele já presidiu a Câmara o hoje exerce o terceiro mandato. “Insistir nisso, é andar na contramão", completou.
Já Leandro Rodrigues (PRB), 2º vice-presidente da Câmara, enfatizou que o pedido de suspensão do pleito é fruto da iniciativa pessoal do presidente Leonardo da Vila, e não do Legislativo, como um todo. Por isso, acredita que tudo deverá estar revertido nas próximas horas. “Não fomos ouvidos sobre o assunto, que foi o pedido de liminar feito ao TSE em nome do Legislativo. Fizemos consulta ao TRE para que oriente o nosso jurídico para definir qual caminho deve ser tomado", informou Rodrigues.
Além de Amsterdam e Leandro, o vereador Carlinhos do Hospital (PSDB), 2º secretário da Câmara, também é contra o pedido de suspensão da eleição para o dia 17 de julho, pois entende que o processo de cassação do mandato da prefeita Núbia Cozzolino e do vice Rozan Gomes é de 2010, antes de os dois completarem dois anos no o cargo. “Isso obriga a realização de eleição direta. E foi justamente isso que o TRE determinou". O presidente Leonardo da Vila diz que não houve cassação e que a Câmara não foi informada sobre vacância de cargo “e, por isso, não há que se falar em eleições diretas".
MUDANÇA - A liminar suspendendo as eleições foi concedida no dia 22 pela ministra do TSE, Nancy Andrighi. A Câmara alegou que não houve vacância do poder que a justificasse. No pedido, ela explica que, apesar da cassação da ex-prefeita Núbia Cozzolino e de seu vice, Rozan Gomes, pela Justiça, não ocorreu de fato a vacância. E que Núbia deixou o cargo por renúncia e que Rozan Gomes assumiu a prefeitura. E que mesmo que ele deixe o cargo, faltando menos da metade do mandato, caberá aos vereadores escolher o próximo prefeito, como determina a Lei Orgânica do Município.
A eleição, iniciada na semana anterior, já havia tomado conta da cidade. Os candidatos registrados são Nestor de Moraes Vidal Neto, pela aliança formada por PMDB, PSDB, PSL e PSC; Werner Benites Saraiva da Fonseca, da coligação (PTdoB e PTC); Álvaro Alencar de Oliveira Rodrigues (PT); Ezequiel Siqueira da Conceição, do PCdoB; Octaciano Gomes Ramos (PSOL) e Genivaldo Ferreira Nogueira (PPS).


