As montadoras de veículos instaladas no Brasil ampliaram em 46,1% o valor das exportações em fevereiro sobre janeiro, alcançando US$ 1,18 bilhão. No encerramento do primeiro bimestre, houve elevação de 46,4%, somando US$ 1,99 bilhão. Mas, nos últimos 12 meses, as vendas externas ainda se mantêm em baixa de 0,4%. Para o setor, este foi o melhor fevereiro na história. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção cresceu 14,7% na comparação com janeiro e 28,1% nos dois primeiros meses deste ano com um total de 200,4 mil veículos. Em 12 meses, a produção acusa queda de 3,1%.
Em relação ao mercado interno, no entanto, houve retração de 7,8% em fevereiro na comparação com janeiro. Foram comercializados 135,7 mil veículos, número 7,6% menor que o de fevereiro de 2016. No bimestre, os licenciamentos caíram 6,4% e, nos últimos meses, 16,5%. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que os “números não foram bons porque ficaram abaixo do esperado". Para ele, o mercado ainda está fraco e foi afetado em parte pelos feriados do carnaval e pela crise que atingiu o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. O executivo considerou expressivas as exportações que obtiveram o melhor desempenho da história.
RETOMADA - O presidente da Anfavea manifestou a expectativa de uma retomada do crescimento das atividades no setor da indústria automobilística mais concentrada no segundo semestre, seguindo a mesma trajetória prevista para a recuperação da economia. Ele acredita que, já a partir deste mês, o desempenho comece a melhorar. Para o fechamento do ano, Megale manteve a projeção de crescimento de 4% nas vendas ao mercado interno, mas disse que essa previsão foi feita levando em consideração a possibilidade de aumento dos investimentos em infraestrutura. Ele considera que deveria haver mais rapidez nos processos de concessões, por entender que a retomada virá não pelo consumo, mas por conta dos investimentos.
Megale observou que os altos índices de desemprego ainda são um entrave para a recuperação do setor no mercado interno, pois muitos clientes acabam adiando a compra. Com o baixo nível de vendas internas, o setor automobilístico também enfrenta ociosidade de 52% na mão de obra. Em fevereiro, a taxa de emprego ficou positiva em 0,3%, representando estabilidade sobre janeiro, com 121,5 mil trabalhadores. Já, comparado a fevereiro do ano passado, houve queda de 6,8%. (Agência Brasil)


