As duas maiores entidades sindicais do país – Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical - avaliam como exitosas as manifestações e paralisações de várias categorias de trabalhadores em todo o país em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Social. Em várias cidades do país, trabalhadores pararam atendendo à convocação de greve geral feita pelas centrais. Em alguns casos, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.
Na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas, a paralisação de hoje deve ser “a maior greve já realizada no país". Freitas destacou a adesão aos protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Brasília. Para o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), os trabalhadores decidiriam se mobilizar porque há “propostas viáveis para que o país retome o seu crescimento econômico sem a perda de quaisquer direitos trabalhistas, previdenciários e sociais". Em comunicado divulgado no fim da tarde, a Força estima que 40 milhões de trabalhadores pararam na sexta-feira (28). (Agência Brasil)
Ato contra violência policial marca 1º de Maio
Em ato na Cinelândia, representantes de sindicatos e movimentos sociais voltaram ao local, no centro do Rio, para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência Social e a repressão policial aos atos de protesto ocorridos na última sexta-feira (28). O ato marcou o Dia do Trabalho, quando centenas de pessoas ocuparam as escadarias da Câmara de Vereadores, onde na última sexta-feira (28) a polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersão dos manifestantes, causando um corre-corre. Sindicalistas, lideranças sociais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acusam a Polícia Militar de ter agido de forma excessiva e ter inviabilizado o comício, que marcaria o fim da greve geral na cidade. Em nota, a PM diz que agiu para combater a ação de vândalos. No mesmo dia, grupos de manifestantes e policiais se enfrentaram em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alejr) e ônibus foram incendiados em outro ponto da cidade. Na Cinelândia, trabalhadores e manifestantes portaram hoje faixas e cartazes para protestar contra a “violência policial" ocorrida na última sexta-feira.
No outro extremo do centro do Rio, na Praça Mauá, como parte das comemorações pelo 1º de Maio, a prefeitura promoveu prestação de serviços em comemoração ao Dia Mundial do Trabalho, além de shows de cantores. No local, diversas secretarias do município e o Detran farão intermediação de mão de obra – recebendo inscrições de candidatos para serem encaminhadas para vagas de empresas, emissão de protocolo de Carteira de Trabalho, de identidade e agendamento de atendimento na Defensoria Pública para, por exemplo, agendarem casamento civil gratuito. (ABr)


