Depois de uma grande manifestação no último dia 7 e inúmeros atos públicos em bairros, shoppings, rodoviárias, estações de trens e feiras livres, os professores de Duque de Caxias decidiram em assembleia retornar ao trabalho. A assembleia foi realizada na tarde desta terça-feira (15) no Clube Belém, no centro da cidade.
A categoria manteve, porém, o estado de greve - quando a categoria não consegue avançar nas negociações e pode voltar com a paralisação. Nesse período, os professores manterão encontros nas escolas com pais de alunos debatendo a precariedade nas unidades escolares e a falta de condições de trabalho. Segundo o Sepe, a Prefeitura não pagou o salário de julho dos servidores.
Marisa Gonzaga, da Coordenação do Sepe-Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, disse ao Capital que a categoria terá uma nova audiência com o prefeito Washington Reis (PMDB) nesta quarta-feira e que uma nova assembleia será realizada na próxima terça-feira (dia 22), no mesmo Clube Belém, às 13h. Nesse dia haverá meia paralisação. Segundo a dirigente sindical, a categoria foi informada terça-feira (14) que as mensagens que atingem financeiramente os profissionais foram sancionadas pelo prefeito, o que provocou uma manifestação na porta da Prefeitura, em Jardim Primavera.
Os profissionais de educação reforçaram o movimento depois que o prefeito Washington Reis (PMDB) enviou à Câmara, em caráter de urgência, através de mensagens, projetos que, segundo eles, retiram benefícios trabalhistas da categoria e aumenta a contribuição previdenciária de todo o funcionalismo municipal. A votação, que seria realizada no dia 3, não aconteceu devido à ocupação que fizeram no prédio e no plenário da Câmara, impedindo que os vereadores participassem da sessão.
Os manifestantes passaram a noite no plenário e só saíram no dia seguinte, quando fizeram um ato diante do Legislativo para tentar barrar uma sessão extraordinária que acabou sendo realizada e aprovou oito das dez mensagens enviadas pelo prefeito. A partir daí, a categoria decidiu ampliar os protestos nas ruas e denunciar os vereadores que votaram a favor do que a categoria chama de “pacote de maldades". Paralelamente, o prefeito recebeu uma comissão dos trabalhadores, sem, contudo, negociar nenhum ponto das mudanças aprovadas. Agora, com a audiência marcada para esta quarta-feira, a categoria espera que as negociações avancem.


