Michel Temer tem muitos "amigos". Não é a toa que, mesmo sendo reprovado por mais de 90% da população, ele segue no poder e se livra de cada uma das denúncias que pairam contra ele. Desses amigos, boa parte deles tem pendências na Justiça. Para se ter uma ideia, dos 253 parlamentares que votaram para barrar a denúncia por obstrução da Justiça e organização criminosa contra o peemedebista, no último dia 25, 106 (42%) são réus ou respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Eles votaram para que Temer não tenha o mesmo destino que eles. O levantamento é do site “Congresso em Foco".
Além desses, Temer recebeu ainda a ajuda de um presidiário. Celso Jacob (PMDB-RJ) até voltou um pouco mais tarde para a Papuda, onde está preso, para poder ajudar o presidente na votação da Câmara. Ele cumpre pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto. Em maio, o deputado, que estava encarcerado, recebeu autorização para trabalhar durante o dia com a condição de que volte à prisão todas as noites. Ele deu o voto número 171 a favor de Temer.
Jacob, preso pela Polícia Federal no dia 23 de maio por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), foi acusado de fraudar em 2003 a publicação de uma lei municipal de Três Rios (RJ), cidade da qual era prefeito, acrescentando um artigo que não tinha sido votado na Câmara de Vereadores, como forma de realizar uma manobra orçamentária. O objetivo era criar um crédito orçamentário adicional, para permitir o término da construção de uma creche.


