A defasagem entre a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e a inflação deve fechar em 60% este ano, segundo estimativa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional). O valor é próximo ao percentual estipulado pela entidade em agosto passado para a Agência Brasil (62%). De acordo com o diretor de Estudos Técnicos da entidade, Luiz Antonio Benedito, o número pode variar dependendo do índice usado para o cálculo.
Para dimensionar o prejuízo dos assalariados com a falta de correção da tabela, Luiz Antonio Benedito explicou que o contribuinte que, em 1996, ganhava nove salários mínimos por mês era isento do Imposto de Renda. Agora, informou, quem ganha dois salários mínimos é obrigado a declarar. A explicação é que, sem a correção da tabela, várias pessoas que eram isentas por causa da renda baixa, foram paulatinamente se tornando contribuintes. “Só para ter uma ideia, isso dá algo próximo a 500% de defasagem", disse à Agência Brasil.
O Sindifisco Nacional apoia uma campanha para mobilizar a população para a necessidade de correção da tabela. A campanha Imposto Justo, lançada em maio, pretende convencer os congressistas a reduzir as injustiças fiscais provocadas pela não correção. Os interessados em participar devem preencher o formulário disponível no site do Sindifisco Nacional, no endereço http://www.sindifisconacional.org.br/impostojusto.
Atualmente, na Câmara dos Deputados, existem projetos para correção da tabela do Imposto de Renda, mas, como o Congresso Nacional já entrou em recesso, qualquer mudança só poderá ser aprovada em 2014 para valer no ano seguinte.


