O presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, informou há pouco que a expectativa é de que o corpo do ex-governador do estado Eduardo Campos chegue ao Recife no sábado (16). O corpo de Campos e dos assessores dele, que morreram em acidente aéreo nesta quarta-feira, em Santos (SP), será velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo local.
O governador de Pernambuco, João Lyra, viajou para São Paulo a fim de acelerar os trâmites burocráticos para o traslado do corpo do candidato do PSB à Presidência. O filho mais velho de Eduardo, João Campos, disse hoje, por meio do primo Joaquim Pinheiro, que perdeu "o pai e o ídolo", mas agora lutará para que "as bandeiras dele não caiam, porque os ideais do pai são o futuro do país".
Desde ontem (13), é grande a movimentação de amigos, parentes, correligionários, políticos e jornalistas em frente à casa da família, no bairro Dois Irmãos, no Recife. A Polícia Militar cercou, hoje, a área e limitou a passagem de carros no local.
IML diz que não há data para identificação dos corpos
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, Ivan Miziara, informou nesta quinta-feira (14) que não há prazo para encerramento dos trabalhos de identificação das vítimas do acidente de avião que matou, em plena campanha presidencial, o candidato do PSB, Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, e mais seis pessoas. Até agora, não foi possível o reconhecimento de nenhum dos restos mortais.
Miziara explicou que a identificação das vítimas está sendo um trabalho muito complexo porque os corpos estão bastante fragmentados e o processo deve seguir protocolo internacional. De acordo com ele, 50 pessoas entre legistas, peritos e técnicos, com acompanhamento da Polícia Federal, participam do trabalho, iniciado ontem à noite. Até agora, somente foi colhido material genético de parentes do piloto Marcos Martins e do cinegrafista Pedro Almeida Valadares.
O deputado federal Beto Albuquerque, líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, que esteve pela manhã no IML, disse que recebeu informação de que o prazo mais otimista para conclusão dos trabalhos é sábado. O ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, também esteve no local. Os dois políticos informaram que há decisão para os corpos serem liberados somente quando todos estiverem identificados.
Foto Abr/Tânia Rego
Legenda: Segundo o Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo, até agora não foi possível o reconhecimento de nenhum dos restos mortais.


