O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogou no último dia 11, a prisão preventiva do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear. Othon Pinheiro é considerado um dos mais importantes cientistas nucleares brasileiros e um dos pais do programa nuclear do país, ele foi condenado a mais de 40 anos de prisão na Operação Lava Jato.
Acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de tentar embaraçar as investigações, ele estava detido há dois anos, na Base deFuzileiros Navais do Rio Meriti, em Duque de Caxias. O almirante está passando por um tratamento de câncer de pele. "A soltura é um ato de justiça e humanidade", disse o advogado do almirante, Fernando Fernandes.
Nascido em 1939 em Sumidouro, no interior do estado do Rio, Othon é engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com mestrado na área nuclear no Massachusetts Institute of Technology (MIT). É conhecimento pelo desenvolvimento do programa nuclear paralelo brasileiro. De 1982 a 1984, acumulou com suas funções na Marinha do Brasil o cargo de diretor de Pesquisas de Reatores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ocasião em que foi construído o Reator IPEN-MB-01 (único equipamento de pesquisas projetado e construído com equipamentos nacionais). Em 1994, foi para reserva na Marinha do Brasil no posto de Vice-Almirante do Corpo de Engenheiros e Técnicos Navais, o mais alto posto da carreira naval para oficiais engenheiros.


