Governo do Estado abre jardins do Palácio Guanabara para visitação pública gratuita
- nov 02, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Iniciativa começa em 7 de novembro com visitas aos finais de semana e feriados; público poderá conhecer de perto um dos patrimônios históricos e paisagísticos mais importantes do Rio.
A partir do dia 7 de novembro, a população fluminense e os turistas que visitam a capital terão a oportunidade de explorar um dos patrimônios históricos e culturais mais emblemáticos do Estado. O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a abertura dos jardins do Palácio Guanabara, localizado em Laranjeiras, na Zona Sul, para visitação pública gratuita.
O acesso ocorrerá aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h, dividido em três turnos de duas horas (das 10h às 12h, das 12h às 14h e das 14h às 16h). Para garantir a preservação do espaço e o conforto dos visitantes, a capacidade máxima será de 25 pessoas por período, totalizando 75 visitantes por dia. O agendamento prévio é obrigatório e deve ser realizado pelo site oficial www.jardimpalacio.rj.gov.br.
Foto: Carlos Magno/GOVRJ | Foto: Divulgação/GOVRJ |
A visitação será livre, sem roteiro obrigatório ou acompanhamento de guias, cabendo aos participantes respeitar os limites de circulação e as normas de segurança estabelecidas.
Regras e orientações de segurança
Para manter a integridade do patrimônio e a segurança de todos, a administração estadual estabeleceu diretrizes claras para o acesso:
- Suspensão de acesso: As visitas poderão ser temporariamente suspensas em razão de agendas oficiais, visita de autoridades, operações de segurança, manutenção, condições meteorológicas adversas ou emergências.
- Animais de estimação: Não será permitida a entrada de pets, com exceção de cães-guia.
- Itens proibidos: É vedado o ingresso com armas, bebidas alcoólicas, substâncias ilícitas, produtos inflamáveis, equipamentos de som, drones sem autorização prévia, garrafas de vidro, objetos recreativos, mesas, cadeiras, cavaletes, bandeiras, mastros e galhardetes.
- Condutas proibidas: É proibido fumar, coletar plantas, escalar árvores, monumentos ou estruturas ornamentais, bem como realizar manifestações políticas, praticar comércio ambulante ou circular sem camisa e em trajes de banho.
![]() Foto: Carlos Magno/GOVRJ | Foto: Divulgação/GOVRJ |
Um patrimônio marcado pela história do Brasil
Erguido em 1853 como residência particular, o imóvel foi adquirido pela família imperial brasileira em 1864. Após passar por reformas para abrigar a Princesa Isabel e seu esposo, o Conde d’Eu, o local tornou-se conhecido como Paço Isabel.
Naquela época, o casal imperial promoveu intervenções paisagísticas marcantes, incluindo o plantio de diversas espécies vegetais exóticas e a criação da famosa fileira dupla de palmeiras imperiais ao longo da Rua Paissandu, conectando o palácio à antiga orla da Praia do Flamengo.
Em 1890, após a Proclamação da República, a propriedade foi incorporada ao patrimônio da União e rebatizada como Palácio Guanabara. Ao longo dos anos, o edifício abrigou instalações militares e serviu de residência oficial para presidentes da República. Desde 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, o palácio passou a ser a sede do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Divulgação/GOVRJ | Foto: Carlos Magno/GOVRJ |
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Paisagismo histórico, arte e biodiversidade
O projeto paisagístico dos jardins é atribuído ao paisagista francês Paul Villon, elaborado no início do século XX. A estrutura apresenta um traçado geométrico rigoroso, combinando gramados, canteiros floridos e a estética do paisagismo francês a elementos românticos adaptados ao clima tropical brasileiro.
Entre as principais obras de arte presentes nos jardins destaca-se o chafariz de Netuno. A peça retrata o deus romano dos mares segurando um tridente, cercado por crianças montadas em delfins. Atribuída ao escultor francês Gabriel Dubray, a obra foi fundida pela renomada Fundição Val d’Osne, ícone da produção artística em ferro fundido do século XIX.
O acervo ao ar livre inclui ainda quatro esculturas representativas das estações do ano e vasos ornamentais em terracota decorados com cenas mitológicas associadas ao deus Baco — elementos incorporados durante a grande reforma de 1920.
Completando o cenário, a flora do jardim reúne palmeiras imperiais — símbolos de prestígio político da era monárquica — ao lado de árvores frutíferas exóticas vindas de várias partes do mundo, como mangueiras, jambeiros e jaqueiras, preservando a memória botânica e cultural do Rio de Janeiro.
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